Procura-se:


Vontade.

Não é necessário estar intacta, aceito fração. Paga-se bem.

COMER!

Diversão de 11 entre 10 turistas, comer coisas estranhas em lugares esquisitos não é apenas uma das coisas legais de se fazer ao viajar, é um dos motivos para fazer você viajar!

Poucos momentos são tão propícios para a integração social quanto a hora da comida, seja num restaurante chique, no café do hostel ou no kebab mais próximo.

Se o bom de viajar é experimentar coisas novas, então a comida seja talvez a mais palpável (ou palatável) dessas experiências.

Pode ser uma das mais caras também, os comerciantes sabem bem da paixão dos turistas pela comida e exploram isso ao máximo. Nem sempre você vai poder experimentar aquilo que queria, ou ir a restaurantes realmente típicos e, a menos que tenha dinheiro de sobra, uma hora ou outra vai acabar se enfiando num fast food qualquer ou comprando congelados num supermercado para matar a fome com algo barato.

Mas sempre que puder, quando a situação permitir, não hesite! Entre no restaurante e peça algo estranho, exótico, típico e saboroso!

Conservadores protestam contra mudanças:


As mudanças chegaram e já começam a causar estranheza em muitas pessoas, particularmente entre os conservadores que começam a se mostrar contrariados com as alterações. Hoje bem cedo pela manhã, já era possível encontrar cidadãos insatisfeitos reclamando muito das mudanças, ao meio dia o número de reclamações já era bastante elevado e ao fim da tarde um verdadeiro coro de insatisfação era entoado por diversos conservadores da cidade. As alterações deixaram muitas pessoas confusas, a maioria dos conservadores se dizia incapaz de compreender as mudanças e não via motivo para fazê-las.

A moradora Maria foi uma das pessoas que não gostou da mudança, segundo ela as alterações não trouxeram melhora e causaram desmotivação: “Antes era muio melhor” diz Maria, “eu aproveitava bastante e gostava muito, hoje já não é a mesma coisa” reclama a moradora. Outros moradores evocam o saudosismo dos velhos tempos, João conta que acompanha tudo desde o início e que hoje muito daquilo que era bom foi perdido: “As pessoas que fazem essas coisas já não são as mesmas de antes” conta João, “antigamente tudo era muito melhor com certeza, as pessoas daquela época é que sabiam fazer as coisas boas, não essas modernidades de hoje em dia. Duvido que vá voltar a ser como antes, as coisas hoje só tendem a piorar” conta o morador com tristeza.

Os conservadores chegaram a cogitar uma manifestação nas ruas do centro para protestar contra as mudanças, mas a idéia foi descartada “Antigamente valia a pena protestar, mas hoje essas manifestações já não são como antes” justifica João.

Dicas Realmente Úteis de Viagem: Vá a igreja!

Há-há! Por essa vocês não esperavam né? “Igreja? O que é isso?” “Mas ele não é ateu?” “Sempre pensei que fosse judeu…”

Pois é amigos, estou aconselhando que vocês vão ao maior número de igrejas possível sempre que estiverem viajando pelo velho mundo. As razões são muito simples:

1-São belíssimas, como vocês podem ver nas fotos acima;

2-São antiqüíssimas, em muitas se pode ver a história de forma materializada como na andaluzia e as mesquitas convertidas em igrejas católicas, ou na alemanha protestante e os desconcertantes vazios onde normalmente ficavam as imagens dos santos;

3-São grátis na grande maioria, e mesmo as que não são sempre tem a hora da missa quando você pode entrar sem pagar ;)

4-Muitas tem museus, pequenos é verdade, mas com relíquias que são extremamente difíceis de se ver por aqui;

5-São inúmeras, existem milhares delas e estão espalhadas por todas as cidades, é impossível e desnecessário ver todas mas é sempre uma opção interessante quando se está vagando sem rumo.

É isso, independente do credo, religião e o que for, sempre vale a pena entrar num templo, igreja, mesquita… Mas lembrem é claro de sempre manter o respeito.

BICHOS!

Impressiona passeando pela europa a quantidade de bichos soltos pelos parques e ruas. Não “bichos de rua” como conhecemos aqui -se bem que às vezes tem- mas bichos soltos mesmo, em locais onde o público passa ao lado deles ou divide o mesmo espaço com eles.

Cresci perto de uma praça grande, a 20 de maio também conhecida como “praça dos patos”, que fica no fim da rua onde morava. Quando era muito pequeno (ok, pequeno nunca fui, muito mais novo) a praça parecia ser assim, sem divisões entre bichos e homens. Cresci e conforme fui crescendo os coelhos e patos que vivem ao lado do lago na praça foram separados das pessoas por uma grade.

Andando pelos parques onde estive não vi nenhuma grade. Esquilos, patos, coelhos, cisnes, pavões, ovelhas, tartarugas… Todos os bichos ficavam só ao lado, sem se preocuparem muito com os humanos em geral e aparentemente sem qualquer necessidade de grades.

Me pergunto, porque a diferença?

Porque os ingleses que frequentam o Hyde Park não precisam de cerca ao redor do lago para separá-los dos cisnes e patos e os brasileiros que vão à praça dos patos precisam?

Lembro de uma história que a mãe me contou sobre a praça que cresci freqüentando e encontro a resposta: um cara de 20 e poucos, pegou seu pitbull no colo e arremessou sobre a grade que fica em volta do lago. Ele atiçava o cão enquanto o pitbull caçava os patos.

Não são os freqüentadores da 20 de maio que precisam da grade, são os bichos.

Dicas realmente úteis de viagem: Vá para a festa!

Sério, se tem algo de útil que eu posso recomendar aqui é que cuidem o calendário antes de viajar. Google está aí assim como diversos guias de viagem e a wikipédia. Todos podem ajudar a saber sobre os feriados, as principais festas locais e os festivais. Vale muito a pena, é extremamente diferente (pelo menos nos países que visitei) ver uma cidade em um dia normal de trabalho e num feriado ou dia de festival. A integração nos hostels tb costuma a ser bem maior, enfim, fiquem de olho no calendário e quem sabe vão poder guerrear com tomates, assistir uma baita banda ou dançarar18 horas seguidas.

O Retorno


Faz tempo que deixei de escrever aqui, pensei em escrever várias coisas que aconteceram durante a viagem, pra só depois tratar desse assunto, mas não tem jeito. Seja onde for, nas conversas com colegas de trabalho, família, amigos, quando me perguntam sobre a viagem parece que muitos momentos ficam apagados devido a grande mancha negra na memória que é a viagem de volta.

Então decidi postar isso aqui de uma vez pra ver se esqueço do assunto e consigo começar a falar só das coisas boas.

2010, 11 de julho – Tudo pronto pra viagem. Despeço-me do meu primo e o Émerson me ajuda com as malas até o táxi. Esqueci de pedir as guias de tax free nas lojas que comprei, então me sobrou um baita tempo pra vadiar até a hora do 1º vôo, Lisboa-Madri. É dia de decisão da copa então fico vendo o jogo.

Passa o tempo e noto que o avião em que devo entrar ainda não está no terminal, ele chega quase na hora do embarque e os passageiros que estavam nele começam a descer. É quando noto que o vôo vai atrasar, só não pensava que atrasaria tanto…

Mesmo depois de todos passageiros acomodados o vôo não parte, os carrinhos que carregam os contêineres estão ocupados lá embaixo, tirando e botando cargas. O comandante pede desculpas pois algumas pessoas teriam de ser mudadas de lugar mas não entendi o porque.

Na hora em que deveríamos estar pousando em Madri o avião começa a taxiar na pista, logo antes de decolar a aeromoça avisa que a Espanha ganhou o mundial e boa parte do avião esquece a irritação com o atraso. Eu não.

2010, 12 de julho – Chego no aeroporto de Barajas. O vôo vindo de Lisboa é tratado como doméstico, fica num terminal, o que vai pra São Paulo é em outro terminal, tem de caminhar pelas esteiras por 5 min, descer 3 andares, pegar um trem com trecho de 10 min, subir 3 andares, passar pela imigração e caminhar pelas esteiras por mais 5 min. O vôo pra Guarulhos parte em cerca de 5 minutos, nenhum funcionário no avião sabe o que devo fazer em caso de conexão perdida.

Chego ao terminal e é óbvio que ESTE vôo não atrasou. Os funcionários da companhia dizem que tenho de ir até o check-in para que me marquem um novo vôo. O check-in fica um andar acima do local que desembarquei, tenho de fazer todo caminho de volta.

Marcam um vôo para o dia seguinte, mas não pra São Paulo, mas sim pro Rio de Janeiro com conexão pra SP e me mandam pra um hotel. Nesse meio tempo já conheço outras pessoas (8 brasileiros e 2 sul-africanos) que estão na mesma situação que eu. Chegamos no hotel as 3h da madrugada, vesgo de fome pq não comia nada desde as 17h do dia anterior, e eles me dão um bom quarto, um suco, uma maçã e um pão com uma vaca viva dentro que mugiu quando mordi.

Na manhã seguinte um bom café da manhã e um banho. Voltamos ao aeroporto apertados numa van (teve um senhor que foi sentado no chão) para pegar o vôo até o RJ. Deveria ter saído ao meio dia, mas decolou quase as duas da tarde.

Chegando no Rio eu percebo que perdemos a ponte aérea até SP, mas ainda temos de pegar as malas e passar pela alfândega… seria simples, caso a companhia não tivesse deixado minhas malas em Madri. Lembra dos carrinhos com os contêineres no primeiro vôo? Pois é…

Procuramos a companhia (que já está com o guichê e loja fechados) e encontramos um funcionário bem disposto que marcou novas passagens para SP com partida às 22h. Nesse meio tempo fazemos o que qualquer brasileiro faria nessa situação: rimos, trocamos e-mails, tiramos fotos juntos…

Embarcamos no vôo da Gol finalmente! Só falta o avião decolar! E ele decola… com atraso, óbvio.

2010, 13 de julho – Desembarco em Guarulhos finalmente. Tinha duas malas de mão e a gol me abrigou a despachar uma, eles também aproveitaram pra me surrupiar algumas barras de chocolate que eu carregava na mala que fui obrigado a despachar sem cadeado. Também fizeram questão de quebrar a capinha de um CD. Atravesso a cidade com meu tio e meu primo que tinham de acordar cedo no outro dia pra trabalhar, acho que dormi boa parte do caminho, não sei direito… Chegamos na casa deles às 3h da madruga, então vocês imaginam o estado que estava.

Depois de 2 agradáveis, porém chuvosos, dias em SP com a família e o reencontro com minha mãe que também voltava de viagem é tempo de volta a terra natal. Um vôo básico da WebJet com 2h de atraso e escala em Curitiba… só pra não perder o costume.

Não sei porque, mas acho que aterrissei só de corpo em Porto Alegre. Já estou aqui a mais de um mês, mas as vezes tenho a impressão de que minha cabeça foi extraviada em trânsito. Minha mente deve continuar no porão de algum avião em conexão para um lugar qualquer.